Mãe de jovem desaparecido encontra corpo que estava no IML há cinco meses: ‘Reconheci meu filho por fotos’

Postado segunda feira 17/02 por lenil de Oliveira

Matheus Nascimento desapareceu em junho do ano passado em Goiânia. Delegada da DPCA diz que a morte tem ligação com uma briga entre ele e traficantes da região

O corpo do adolescente Matheus Nascimento Ribeiro, desaparecido desde o dia 2 de junho do ano passado, foi localizado pela Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) há duas semanas em uma unidade do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Segundo a mãe, Adenilsa do Nascimento, de 47 anos, agentes da DPCA a procuraram em casa para mostrar fotos de um corpo em decomposição que poderia ser do seu filho. Uma tatuagem no braço do jovem que apareceu em algumas fotos, com o nome da filha dele, ajudou a diarista no reconhecimento.

“Um agente da DPCA veio aqui em casa com fotos de um corpo e eu reconheci os pertences dele e a tatuagem da filha no braço dele, com o nome ‘Laura'”, afirmou a mãe.

A delegada da DPCA, Ana Elisa Gomes, disse que foi informada sobre um corpo sem identificação parado no IML em meados de janeiro deste ano. O cadáver foi encontrado no Rio Meia Ponte já em avançado estado de decomposição, em 2 de agosto do ano passado, sem a cabeça e uma das mãos, segunda a delegada.

A Polícia Técnico-Científica afirmou por meio de nota que o contato da mãe da vítima aconteceu inicialmente por telefone e que uma servidora policial informou que, naquele momento, não havia nenhum corpo com as descrições repassadas por Adenilsa.

“Todavia, a senhora Adenilsa do Nascimento foi informada que a busca realizada (por meio de descrição repassada via telefônica) não alcançava cadáveres em avançado estado de decomposição, ou já em esqueletização. Tanto, que nesse mesmo telefonema, a mesma servidora Policial lhe solicitou para que se dirigisse pessoalmente à unidade de Medicina e Odontologia Legal especializada em cadáveres encontrados já em decomposição, ou mesmo já esqueletizados”, diz a nota.

“Todavia, não temos registros de que a senhora Adenilsa do Nascimento tenha procurado a referida Seção do IML de Goiânia. Ocorre que o corpo de seu filho, Mateus Nascimento Ribeiro, estava justamente nessa unidade, uma vez que foi encontrado muito tempo depois de seu óbito, o que inviabilizava qualquer comparação com a descrição repassada por telefone, além do que tinha com o status de cadáver ingnorado. Ou seja, qualquer busca por nome restaria inviável”, diz a nota.

O órgão ainda informa que o contato feito entre a Polícia Técnico-Científica e a Coordenação de desaparecidos do Instituto de Identificação permitiu que se levantasse suspeita de que o corpo do adolescente estaria no órgão que armazena as ossadas. “De pronto, as equipes de Medicina Legal da Polícia Técnico-Científica entraram em contato com Adenilsa do Nascimento, para que essa pudesse fornecer seu material genético para comparação”, informa a nota.

A coleta então foi feita no dia 21 de janeiro deste ano, bem como a do pai da vítima. A identificação por meio de DNA se deu no dia 7 de fevereiro.

Investigação

O trabalho na DPCA acabou com o aparecimento do corpo. A delegada informa que, agora, o inquérito conduzido por ela será continuado pela Delegacia de Homicídios da capital, que tentará encontrar quem matou o adolescente.

“Estávamos investigando o desaparecimento desde agosto, mandei o que produzi para a Homicídios para investigar quem foi o responsável pela morte. Testemunhas disseram que ele se envolveu em uma briga, acreditamos que foram pessoas envolvidas no conflito”, esclarece Ana Elisa.

Desaparecimento

O adolescente tinha 17 anos quando sumiu no bairro onde morava, no Jardim Novo Mundo, após uma suposta briga que envolveu uma mulher associada aos traficantes de drogas da região. A delegada da DPCA, Ana Elisa Gomes, afirma que o desaparecimento tem ligação com o conflito e que o jovem morreu no mesmo dia do desaparecimento.

A mãe de Matheus Nascimento disse que procurou informações sobre o corpo do filho no IML por diversas vezes.

Matheus tem uma filha com quase 2 anos de idade, que mora em Rio Quente, no sul de Goiás, com a família da mãe. Adenilsa disse que ele esperava completar a maioridade para tentar um emprego no município e se mudar para criar a menina.

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